
Partiu-se em mim a alma,
partiu-se e não se colou...
à deriva esquiva-se de mim
levando sonhos e ilusões.
Recolho os cacos e sigo mutilada,
ausente em mim...
Sinto o vento no rosto,
a vida esvai-se no ar,
Desmaiada no chão árido,
ouço os gritos
que não são mais que meus,
os cacos cortam as minhas mãos,
que com força seguram a alma arisca,
volto a mim, de alma colada,
carregando os meus sonhos,
sigo viagem.