Ouço a chuva cair,
Furiosa, violenta,
na janela,
Escorre-me até ao âmago,
Eriça-me o ser…
Calco sentimentos,
Escondo verdades e certezas,
Afogo-me em vazios
Numa angústia desmedida,
Numa dor crescente
Que se alimenta em mim
E me deixa oca…
Chove em mim,
Chove na minha alma
E no meu peito,
Asfixia-me, sufoca-me,
Uma tristeza cerca-me,
Envolve-me,
Devolve-me à escuridão,
Aos sonhos vãos, estéreis,
Alago-me na chuva amarga,
Inundo-me de penas
E espero…
Espero no balanço da corrente,
Uma réstia de luz,
Que me abrace o corpo inerte…
Lindo amiga, como nos acho parecidas às vezes com estes estados de alma...
ResponderEliminarBeijinhos